O que é Focalização?

Focalização é um caminho de escuta de uma dimensão muito sutil da experiência vivida que se manifesta corporalmente. Gendlin, observou em estudos empíricos a existência uma espécie de “fluxo experiencial” (felt sense) que antecede as palavras e até mesmo os pensamentos. Observou que esse fluxo sutil, apresenta novidades e que a pessoa ao escutá-lo (no significado que ele comunica sutilmente), vive verdadeiros processos de transformação. Comprovou também que nos casos de sucesso em psicoterapia as pessoas que se remetiam a esse fluxo. Ele então explicitou a maneira que nós naturalmente realizamos esse processo que muitas vezes se dá de forma restrita, inconsciente e intuitiva. A focalização é a evidenciação dessa dinâmica, eis o porque ela não é apenas uma técnica, mas a explicitação de um processo humano. Quem a realiza como técnica, ainda não entendeu bem o seu verdadeiro sentido.
A focalização é uma forma de percebermos em profundidade como as coisas nos tocam.

É um recurso que permite a pessoa silenciar, fazer uma pausa, um profundo ato reflexivo e, então, conseguir acessar aqueles aspectos pessoais que os ruídos da mente acelerada do dia a dia acabam impedindo.

Guilherme Wykrota Tostes

Conhecendo e Vivenciando a Focalização

Assista a esta aula completa com o Prof. Guilherme Tostes e compreenda profundamente o que é a Focalização.

História da Focalização

Em 1953, Eugene Gendlin juntou-se ao grupo de Carl Rogers no Centro de Aconselhamento da Universidade de Chicago. Naquela época, ele estava concluindo seu doutorado em filosofia e sua fascinação centrava-se em entender como simbolizamos nossas experiências e a relação entre essas experiências e os símbolos que utilizamos para expressá-las.

Gendlin foi profundamente influenciado por Richard McKeon, um filósofo que defendia que existem diferentes maneiras de conceituar nossa experiência. McKeon acreditava que o mundo não vem pré-dividido em categorias naturais; nossas formas de pensar e viver desempenham um papel fundamental na formação de nossa percepção do mundo. Embora concordasse com essa visão, Gendlin acreditava que algumas maneiras de conceituar são mais frutíferas do que outras, levando a um progresso maior no entendimento. Essa visão seria essencial para o desenvolvimento de sua teoria da psicoterapia.

Eugene Gendlin e Carl Rogers

Eugene Gendlin e Carl Rogers

Durante os anos 1950, Gendlin encontrou o trabalho de Carl Rogers, cujas ideias sobre a importância da experiência subjetiva e da autenticidade no processo terapêutico ressoaram profundamente com ele. Rogers enfatizava que a terapia deveria focar na experiência interna do cliente, algo que Gendlin achou revolucionário e que ajudou a moldar suas próprias teorias. Este encontro de mentes entre filosofia e psicologia humanista ajudou a pavimentar o caminho para a criação da Psicoterapia Orientada à Focalização.

Ao integrar-se ao Centro de Aconselhamento da Universidade de Chicago, Gendlin interessou-se pela terapia não-diretiva de Rogers. Ele se envolveu em pesquisas que indicavam que o sucesso terapêutico podia ser previsto desde as primeiras sessões, dependendo da personalidade do cliente e de como ele se relacionava com sua própria experiência. Esse insight levou Gendlin a compreender a importância de como o cliente se envolve com sua experiência imediata durante a terapia, o que seria um ponto crucial em seus estudos futuros.

 

O contato real com a experiência no próprio processo terapêutico

Em 1960, Gendlin, juntamente com Richard Jenney e John Shlien, realizou um estudo para examinar o papel do relacionamento entre conselheiro e cliente no processo terapêutico. Eles descobriram que não era apenas o foco no relacionamento que importava, mas sim se o cliente estava engajado em sua própria experiência imediata. Esse estudo destacou a diferença entre falar sobre sentimentos e expressá-los vividamente, mostrando que a expressão imediata e detalhada dos sentimentos era mais eficaz para o progresso terapêutico.

Esses achados foram complementados por estudos que Gendlin conduziu com Fred Zimring, onde desenvolveram uma Escala de Processo para medir o grau em que os clientes se referem diretamente à sua própria experiência. Essa escala foi utilizada no grande estudo de Wisconsin sobre esquizofrenia e refinada como a Escala de Experiência.

Durante esse período, Rogers desenvolveu suas ideias sobre as condições necessárias e suficientes para a mudança terapêutica, que incluíam genuinidade, empatia e aceitação incondicional por parte do terapeuta.

Rogers apresentou um documento em 1957 que articulava essas condições e revisou suas ideias em 1958, destacando a importância dos momentos de movimento e a transição do cliente de uma fixação rígida para um estado de fluxo e processo contínuo. Ele distinguiu entre o processo experiencial de mudança no cliente e as condições que facilitam essa mudança, influenciado pelos trabalhos de Gendlin, Kirtner e Zimring.

Terapia centrada no cliente e focalização

Terapia centrada no cliente e focalização

Com a teoria de Rogers e as descobertas de Gendlin, ficou claro que a terapia centrada no cliente tinha um impacto significativo quando as condições corretas estavam presentes. No entanto, Gendlin percebeu que a terapia também precisava considerar o estado inicial do cliente. Ele acreditava que, para muitos distúrbios psicológicos, era crucial que o cliente direcionasse sua atenção para sua própria experiência imediata, o que poderia ser facilitado através do procedimento de “focalização”.

No projeto Wisconsin, um dos maiores esforços para testar uma teoria em psicoterapia, Gendlin e sua equipe enfrentaram muitos desafios. Os resultados mostraram que, embora não houvesse uma correlação direta entre as atitudes do terapeuta e o nível de processo dos clientes, a presença de empatia, congruência e aceitação incondicional era essencial para não bloquear o processo terapêutico.

Após o Projeto Wisconsin, Gendlin refinou suas ideias e desenvolveu a psicoterapia orientada para o foco. Ele enfatizou a importância da expressão e desenvolvimento da experiência implícita do cliente, vendo isso como central para a psicoterapia. Sua abordagem destacava que a experiência humana tem uma complexidade rica que só pode ser parcialmente capturada em palavras ou conceitos, mas que permanecer com a experiência permite que palavras e símbolos surgissem, tornando-a comunicável.

Essa abordagem terapêutica, baseada na articulação da experiência implícita, ajudou a moldar a prática da psicoterapia de Gendlin. Ele acreditava que a eficácia da terapia dependia da capacidade do cliente de liberar processos bloqueados e permitir que novos significados emergissem de suas experiências imediatas.

Focalização no Mundo

A disseminação mundial do Focusing foi facilitada pelo The International Focusing Institute criado pelo Eugene Gendlin. Esta organização sem fins lucrativos define-se como uma organização internacional transcultural dedicada a apoiar indivíduos e grupos em todo o mundo que estão praticando, ensinando e desenvolvendo a Focalização e sua filosofia subjacente. A Focalização Brasil está vinculada ao TIFI por meio do Focusing Coordinator (CiT – TIFI) e Focusing Trainer Guilherme Tostes e os outros professores também Focusing Trainers (conheça nossa equipe).

A quem se destina a Formação em Focalização?

Psicólogos Clínicos, Sociais, Empresariais

Médicos Psiquiatras

Terapeutas Ocupacionais

Fisioterapeutas

Medicos

Assistentes Sociais

Pedagogos e Psicopedagogos

Musicoterapeutas

Terapeutas holísticos

Enfermeiros

Advogados

Administradores, gestores

Profissionais de ajuda e Conselheiros

Pessoas que se interessam por meditação e autoconhecimento

Pessoas em geral que queiram aplicá-la em suas vidas

Contextos de Aplicação da Focalização

Vivências Traumáticas

Mediações de Conflito

Processos Criativos

Dores Crônicas

Transtornos Alimentares

Adições (Dependência Química )

Programa dos 12 passos

Crianças

Adolescentes

Adultos

Psicoterapia (FOT)

Psicoterapia Corporal

Casais

Dança

Terapia artística orientada pela focalização (FOAT)

Relações Internas

Aplicações Médicas

Mindfulness

Musicoterapia

Aconselhamento Religioso

Experiências Somáticas

Espiritualidade / Meditação

Esportes

Wholebody

Dentre outros…

Conheça mais sobre a Focalização:

Contextos de AA Revolucionária “Pausa”: Gestão Humana Com Focalização

Convidamos todas as pessoas a descobrirem essa porta maravilhosa para a qual a “pausa” e o “felt sense” (senso sentido) levam, cada um a vivê-la e proporcionar sua família, comunidade e organizações também a fazer uma pausa como possibilidade de paz, de redução da violência e de um relacionamento mais afetivo.

Em 2011, juntamente com o Fundo Fiduciário Equatoriano de Cooperação para o Desenvolvimento – FECD, a PAUSA foi levada para mais de 3.000 líderes de diferentes setores, organizações e empresas, foram reconhecidos 20 “Professores de Alfabetização de Pausa e Sentimento” que contribuíram para a expansão da pausa e do senso sentido em suas comunidades e em outras pessoas.

Durante 2012, junto com o International Focusing Institute em Nova York, esperava-se iniciar a alfabetização do Pausa e do Sentimento em todo o mundo.

A partir da “Pausa Revolucionária”, William Hernandez desenvolveu uma maneira de ensinar a pausa. Isso não inclui todo o processo de Focalização, mas começa ensinando o corpo diretamente. O corpo tem acesso ao senso sentido imediatamente.

Suas oficinas de três horas são realizadas em ambas as províncias rurais e cidades. As oficinas incluem atividades interativas simples e contato visual. Quando os treinadores retornam um mês depois, muitas pessoas da comunidade já estão praticando o intervalo. Funcionários de outras províncias vão para Quito para solicitar oficinas.

Parte do entusiasmo em relação a isso é que, ao ensinar a pausa, leva pouco tempo para se tornar consciente da sensação sentida. E quando se faz uma pausa, o silêncio é visível para todos, e se torna contagiante como bocejar. Não há explicações ou descrições. Só se pode comunicar fazendo isso. É simples, mas profundo.

A FECD é uma corporação para o desenvolvimento no Equador. William Hernandez é o diretor executivo. Além disso, ele é um coordenador de focalização.

Coordenadores de focalização ou focusing trainers que estão especialmente interessados ​​podem ser convidados para o Equador para observar as oficinas lá. A FECD também enviará instrutores para qualquer um de nós que queira organizar dois ou três workshops para 10 a 15 pessoas.

Estão sempre procurando maneiras de trazer a focalização para uma infraestrutura existente, como um sistema escolar, para que ele possa ser aplicado por todos nesse sistema. Por exemplo, na Argentina, o Sindicato Nacional dos Professores publicou um livro, e eles estão atualmente publicando um segundo livro que consiste em relatos de professores que usam a Focalização em suas aulas. São agora uma infra-estrutura mundial. Existem centenas de treinadores em 49 países.

Queremos convidá-lo a se juntar a nós nesta experiência social e a participar da formação da iniciativa global nesta linha e em outras. É claro que você pode modelar seu uso de acordo com sua maneira particular de ensinar.

Alfabetização do senso sentido (felt-sense) 

Todos concordamos que a focalização é um processo natural. É uma capacidade de todo ser humano. Fazendo uma analogia com a leitura e a escrita, a Focalização é algo que todos devem ser capazes de descobrir e desenvolver. Vê-lo como “alfabetização” coloca o focusing no nível mais elementar. É algo que todos podem ter naturalmente.

Sendo um processo natural, o focusing não deve exigir dinheiro para as pessoas aprenderem.

Ensinar Focusing não deve exigir especialistas. As pessoas podem compartilhar os outros pausando para ter um bom senso. Pode ser difícil para aqueles de nós que somos terapeutas reconhecer que a Focalização realmente não é primariamente uma prática de saúde mental. Algo universal, como a alfabetização, parece diferente no corpo. Nós a experimentamos como algo baseado nessa função humana universal mais ampla. Ler e escrever são universais. Levamos um século desde os primeiros esforços de alfabetização para atingir a maioria das pessoas e isso ainda não está completo. Então, estamos dando pequenos passos em uma esfera muito mais ampla.

Com o termo “Alfabetização do Senso Sentido”, estamos lançando uma Iniciativa Global de Alfabetização do Senso Sentido.

Texto inspirado na conferência de Mary Hendricks G.

TEXTO SOBRE: A Pausa Revolucionária: O Focusing como Força para a Paz: Keynote Address da 15ª Conferência Internacional de Focusing na Alemanha, 2003. Mary Hendricks-Gendlin, PhD. Directora do Focusing Institute. Traduzido e adaptado por João da Fonseca.

Aprendendo a escutar “a pausa” com Focalização

Maiores informações em http://www.focusing.ec

Lucas Bloc é referência em Psicopatologia Fenomenológica e Psicologia Clínica Humanista-Fenomenológica, com atuação destacada em pesquisa, ensino e prática clínica. É professor do Programa de Pós-Graduação em Psicologia da Universidade de Fortaleza (UNIFOR) e membro do Comitê de Ética em Pesquisa da mesma instituição.

Sua formação acadêmica é internacional e multidisciplinar: doutor em Psicopatologia e Psicanálise pela Université Paris Diderot – Paris VII, com pós-doutorado na UNIFOR em Ciências Humanas, e aperfeiçoamentos em fenomenologia psiquiátrica na França e em psicoterapia humanista-fenomenológica no Brasil. Desde a graduação, sua trajetória integra rigor científico, sensibilidade clínica e dedicação à formação de profissionais.

Lucas tem ampla experiência em pesquisa clínica, com projetos voltados para transtornos alimentares, saúde mental na infância e adolescência, intersubjetividade psicopatológica e intervenções psicoterapêuticas inovadoras. Atua em instituições de referência na França e no Brasil, contribuindo com associações de apoio a pessoas com transtornos do comportamento alimentar.

Ao longo de mais de uma década de docência e supervisão clínica, ministrou disciplinas como Psicopatologia Fenomenológica, Pesquisa Fenomenológica, Psicoterapia da Infância e Adolescência e Teorias Psicológicas sob a perspectiva do Humanismo e da Fenomenologia. Sua atuação combina conhecimento profundo, sensibilidade à experiência vivida e compromisso com a transformação clínica e social.

Maria Madalena Magnabosco é uma referência na Psicologia Fenomenológico-Existencial e na formação de profissionais da área. Graduada em Psicologia pela Universidade Federal de Minas Gerais, possui especializações em Psicologia Clínica, Psicopedagogia e Ensino a Distância, além de mestrado em Estudos Literários, doutorado em Literatura Comparada e pós-doutorado em Estudos Culturais.

Com mais de quatro décadas de atuação clínica desde 1983, Maria Madalena integra teoria e prática de forma singular, dedicando-se à Psicologia Clínica sob a perspectiva fenomenológico-existencial. Sua experiência acadêmica inclui docência em graduação e pós-graduação, nos cursos de Psicologia da Universidade Fumec e nos programas de Análise Existencial e Gestáltica da UFMG, além do curso de Saúde Mental, Fenomenologia e Psicopatologia da Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais.

É coordenadora do Núcleo ABRAPSO de Belo Horizonte, membro da Associação Latinoamericana de Psicoterapia Existencial e Membro Honorário da Associação Peruana de Psicologia Fenomenológico-Existencial. Autora de livros que aprofundam a perspectiva fenomenológico-existencial, sua trajetória combina conhecimento, sensibilidade clínica e compromisso com a formação de novos profissionais da Psicologia.

Suzana Filizola é Doutora em Psicologia Clínica pela Universidade de São Paulo (USP) e Mestre em Psicologia da Educação pela PUC-SP, onde também concluiu sua graduação em Psicologia. Sua formação se enriquece ainda com uma especialização em Teologia pela Pontifícia Universidade Lateranense de Roma, instituição na qual realizou intercâmbio acadêmico sob a orientação da renomada Profa. Emérita Angela Ales Bello.

Atualmente, atua como professora de Psicologia na graduação da PUC-SP e mantém prática clínica em psicologia. Sua trajetória reúne experiência acadêmica sólida e prática profissional diversificada: já trabalhou em escolas de educação infantil e na formação de equipes da área educacional, sempre com um olhar atento às relações humanas e ao desenvolvimento integral da pessoa.

Seus interesses de pesquisa e atuação concentram-se na psicologia clínica e na fenomenologia, explorando temas como formação humana, relação entre pessoa e comunidade, violência, psicopatologia fenomenológica e religiosidade.

Com essa bagagem, Suzana Filizola traz ao seminário uma contribuição marcada por rigor acadêmico, sensibilidade clínica e profundo compromisso com a compreensão da experiência humana em sua complexidade.

Médico psiquiatra e pesquisador, Mark Costa reúne uma carreira marcada pela integração entre prática clínica, pesquisa científica e advocacy em saúde mental. Formado em Medicina, concluiu residência em Psiquiatria e mestrado em Saúde Pública no Brasil, iniciando sua trajetória profissional em 1992. Atuou como psiquiatra e supervisor clínico em Minas Gerais por quase duas décadas e foi coordenador do Fórum Mineiro de Saúde Mental, a principal organização de advocacy do estado.

Sua carreira ganhou projeção internacional ao ingressar no Programa de Recuperação e Saúde Comunitária (PRCH) do Departamento de Psiquiatria da Yale School of Medicine, onde realizou três anos de pós-doutorado e, atualmente, é Associate Research Scientist. Em Yale, tem se dedicado a pesquisas inovadoras sobre doenças mentais graves, inclusão social, disparidades em saúde e transtornos por uso de substâncias, participando como investigador e gestor de projetos em diversas iniciativas de impacto, entre elas: estudos sobre histórias de vida de pessoas com sofrimento psíquico grave e envolvimento com a justiça criminal, programas de apoio de pares na saúde pública, estratégias de emprego apoiado e intervenções em salas de emergência voltadas para a recuperação em dependência química.

Além da pesquisa, Mark Costa traz a experiência de décadas de atuação clínica em saúde mental e dependência, articulando o compromisso com a ciência e a prática à defesa dos direitos e da qualidade de vida das pessoas em sofrimento psíquico.

Elizabeth Brisola é doutora em Psicologia pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas, com formação sólida em graduação e dois mestrados em Psicologia. Sua trajetória acadêmica inclui pesquisas desenvolvidas parcialmente na Universidade de Yale, focadas na experiência musical e no cuidado psicossocial, incluindo estudos fenomenológicos sobre a vivência de cantar e a experiência de cantar para bebês.

Atualmente, Elizabeth atua como pesquisadora e psicóloga licenciada, com ampla experiência em Psicologia Clínica na Abordagem Centrada na Pessoa. Sua atuação interdisciplinar integra ensino de Psicologia, música, criatividade e pesquisa fenomenológica, combinando rigor científico com sensibilidade à experiência humana.

Reconhecida por sua capacidade de articular teoria, prática clínica e pesquisa inovadora, Elizabeth contribui de forma significativa para a compreensão da experiência humana, do cuidado emocional e da expressão criativa na Psicologia.

É Professor Associado I do Departamento de Psicologia da Universidade Federal do Ceará e docente permanente do Programa de Pós-Graduação em Psicologia da mesma instituição. Com formação sólida, é graduado e mestre em Psicologia pela Universidade Federal do Ceará (2005 e 2008) e doutor em Psicologia pela Universidade Federal de Minas Gerais (2017).

Sua trajetória acadêmica e clínica é marcada por uma atuação consistente na Psicologia Clínica, com especial atenção à abordagem centrada na pessoa, psicologia humanista, epistemologia, ética, história da Psicologia e psicologia comunitária. É membro ativo do Grupo de Pesquisas e Intervenções sobre Violências, Exclusão Social e Subjetivação (VIESES), contribuindo com pesquisas que conectam teoria, prática clínica e transformação social.

Reconhecido pela excelência em ensino e pesquisa, Emanuel combina conhecimento científico rigoroso com sensibilidade clínica, inspirando profissionais e estudantes a aprofundarem sua compreensão da psicologia e da experiência humana.



Thomas Fuchs é Karl Jaspers Professor de Fundamentos Filosóficos da Psiquiatria e Psicoterapia na Universidade de Heidelberg, Alemanha, onde também atua como Chefe da Seção de Psicopatologia Fenomenológica e Psicoterapia no Hospital Universitário. Doutor em Medicina e em Filosofia, construiu uma trajetória interdisciplinar que integra a psiquiatria clínica, a filosofia fenomenológica e a neurociência cognitiva. É uma das principais referências mundiais nas abordagens de corporeidade (embodiment) e enativismo aplicados à saúde mental, investigando a inter-relação entre cérebro, corpo e ambiente. Coordena a unidade de pesquisa “Developmental Psychology and Social Neuroscience” e é autor de obras de impacto internacional, incluindo Ecology of the Brain: The phenomenology and biology of the embodied mind (Oxford University Press, 2018) e In Defense of the Human Being (Oxford University Press, 2021). Atualmente, preside a Sociedade Alemã de Antropologia Fenomenológica, Psiquiatria e Psicoterapia (DGAP).

Louis Sass, Ph.D. é Professor Emérito de Psicologia Clínica na Rutgers University (EUA), com afiliação também ao Programa de Literatura Comparada e ao Centro de Ciência Cognitiva. Reconhecido internacionalmente por suas contribuições à psicopatologia fenomenológica, esquizofrenia e fundamentos filosóficos da psicologia, é autor das obras clássicas Madness and Modernism e The Paradoxes of Delusion, amplamente referenciadas na área.

Sua edição revisada de Madness and Modernism, publicada pela Oxford University Press, recebeu o Prêmio BMA de Melhor Livro em Psiquiatria (2018). Sass foi bolsista das Fundações Fulbright e National Endowment for the Humanities, membro do Instituto de Estudos Avançados de Princeton e professor visitante em universidades como Chicago, Paris, Oviedo, Colômbia e Michoacán.

Recebeu o Prêmio Joseph B. Gittler da American Psychological Foundation (2010), a Medalha Sarton da Universidade de Ghent (2020) e o Prêmio de Contribuição Distinta à Psicologia Teórica e Filosófica da American Psychological Association (2020).

Professor adjunto da Universidade Estadual do Ceará (UECE), coordenador do curso e supervisor de estágio clínico na abordagem fenomenológica. Mestre e doutor em Psicologia e Sociedade pela UNESP. Também realizou estágio de pós-doutorado em Psicologia e relações raciais pela Universidade Estadual de Londrina. Atua e pesquisa na interface entre clínica ampliada, fenomenologia, psicologia social e relações raciais.

Guilherme Peres Messas é psiquiatra formado pela Faculdade de Medicina da USP, onde também concluiu o mestrado e o doutorado. Professor Livre-Docente da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (FCMSCSP), integra a equipe diretora do Values Based Centre da Universidade de Oxford, atuando como líder do grupo brasileiro. É autor de livros e artigos de referência, entre eles The existential structure of substance misuse: a psychopathological study (Springer, 2021) e Three dialectics of disorder: refocusing phenomenology for the 21st century (The Lancet Psychiatry, 2021). Com mais de 25 anos de experiência clínica, atende em consultório particular em São Paulo, utilizando a Fenomenologia como método central de trabalho. Coordena os cursos de especialização em Psicopatologia Fenomenológica e Psicopatologia e Saúde Pública da Santa Casa de São Paulo, além de participar de projetos nacionais e internacionais em psiquiatria, psicopatologia e políticas públicas sobre álcool e drogas. Reconhecido como palestrante no Brasil e no exterior — em países como México, Inglaterra, Espanha, Itália, Chile, França, Argentina e Alemanha —, dedica-se a compartilhar reflexões sobre as experiências humanas do cotidiano e seu potencial de transformação pessoal e coletiva.

Psicóloga. Graduou-se em Psicologia pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas, PUC-Campinas; é Especialista em Psicologia Clínica pelo CFP; é mestre em Psicologia Clínica pelo Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo, USP e doutora em Saúde Mental pela Faculdade de Ciências Médicas da Universidade de Campinas, UNICAMP (1993). Exerceu o cargo de Pró Reitora de Pesquisa e Pós Graduação por duas gestões consecutivas no período de 2006 a 2013 e de Pró Reitora de Extensão e Assuntos Comunitários no período de 2010 a 2017 na Pontifícia Universidade Católica de Campinas. Atualmente, exerce o cargo de Coordenadora do Programa de Pós Graduação Stricto Sensu em Psicologia da PUC – Campinas. É docente permanente do mesmo Programa e professora titular da Faculdade de Psicologia. Desenvolve projetos na linha de pesquisa: “Intervenções Psicológicas e Processos de Desenvolvimento Humano”, com ênfase nos seguintes temas: atenção psicológica em instituições; práticas psicológicas clínicas; saúde mental; plantão psicológico; psicologia humanista; abordagem centrada na pessoa; pesquisa fenomenológica; narrativas como estratégia de pesquisa. É líder do grupo de Pesquisa: “Atenção Psicológica Clínica em Instituições: prevenção e intervenção”.

Achilles Gonçalves Coelho Júnior  é Pós-Doutor em Psicologia pela Universidade de São Paulo (USP/FFCLRP) e Doutor em Ciências (Psicologia) pela mesma instituição, onde também realizou parte de sua pesquisa na Università Lateranense, em Roma. Mestre e graduado em Psicologia pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), construiu uma sólida trajetória acadêmica e clínica dedicada ao aprofundamento da Fenomenologia e suas aplicações na prática psicológica. Atualmente, é professor na Universidade Estadual de Montes Claros (UNIMONTES), onde também contribuiu na Residência Multiprofissional em Saúde Mental. Sua atuação se concentra em temas como Fenomenologia Clássica, Edith Stein, Plantão Psicológico, Psicologia Fenomenológica e Logoterapia, consolidando-se como uma referência no diálogo entre teoria e prática clínica.

Gilberto Di Petta é médico, neurologista e psiquiatra, formado pela Universidade de Nápoles “Federico II”. Atuou por mais de 15 anos no Departamento de Saúde Mental da ASL Napoli 2 Nord, em Pozzuoli, com dedicação à assistência clínica e terapêutica em saúde mental. Especialista em psicoterapia individual e de grupo, tem ampla experiência na supervisão e formação de equipes multidisciplinares que trabalham no campo da saúde mental e das dependências. Foi Redator-Chefe da revista Comprendre e é autor de diversas publicações científicas e monografias sobre psicopatologia e psicoterapia fenomenológica. Atualmente, exerce também funções de liderança acadêmica: é Vice-Presidente da Sociedade Italiana de Psicopatologia Fenomenológica, além de sócio fundador e membro do Conselho de Administração da Scuola di Psicoterapia Fenomenologico-Dinamica de Florença e médico neuropsiquiatra, diretor do serviço psiquiátrico de diagnóstico e tratamento do hospital de Pozzuoli, departamento de saúde mental ASL Napoli 2 Nord.

Professor Titular da Universidade de São Paulo (USP), na Escola de Educação Física e Esporte de Ribeirão Preto (EEFERP-USP), atua também como orientador nos Programas de Pós-Graduação em Psicologia (FFCLRP-USP) e Educação Física (EEFERP-USP). Realizou estágios e colaborações internacionais na Università Lateranense (Roma), na Université de la Sorbonne (Paris), na Universidade de Bordeaux (2019) e na Universidade Paris-Cité (2022). Na USP, foi Diretor da EEFERP (2017–2021), coordenou o Comitê de Ética em Pesquisa (2022–2023) e atuou como Ouvidor do campus de Ribeirão Preto (2022–2023). Também presidiu a ABRAPESP – Associação Brasileira de Psicologia do Esporte (2017–2019). Sua pesquisa e atuação se concentram em Fenomenologia, Psicologia do Esporte, Artes Marciais e Esportes de Combate, História dos Saberes Psicológicos, Educação Física e Esporte. Além do meio acadêmico, contribuiu como colunista convidado da Folha de São Paulo durante os Jogos Paralímpicos de Tóquio.

Giovanni Stanghellini é médico psiquiatra e doutor honoris causa em Filosofia, reconhecido internacionalmente por suas contribuições à psiquiatria fenomenológica. Atualmente é Professor Titular de Psicologia Dinâmica na Universidade de Florença, tendo lecionado também na Universidade “G. d’Annunzio” de Chieti-Pescara. Sua formação inclui graduação em Medicina e especialização em Psiquiatria pela Universidade de Florença, ambas com distinção máxima, além de estágios de pesquisa em Heidelberg e Copenhague.  Mantém também prática clínica privada como psiquiatra e psicoterapeuta em Florença, Itália. Ao longo da carreira, Stanghellini foi responsável por importantes iniciativas que aproximam filosofia e psiquiatria. É cofundador da rede internacional International Network for Philosophy and Psychiatry e coeditor da coleção International Perspectives in Philosophy and Psychiatry, publicada pela Oxford University Press. Também presidiu seções da European Psychiatric Association e da World Psychiatric Association, sempre promovendo o diálogo entre ciências humanas e saúde mental. Autor de referência mundial, sua obra busca integrar fenomenologia, hermenêutica e psicodinâmica na compreensão da experiência humana e do sofrimento psíquico. Além da carreira acadêmica na Europa, atua como Professor Adjunto na Universidad Diego Portales, no Chile, fortalecendo sua presença internacional no campo da psiquiatria e da psicoterapia.

Psicólogo clínico com especialização em Psicoterapias Contemporâneas e Metodologia do Ensino Superior. Atuou como professor em instituições renomadas, ministrando disciplinas e supervisionando estágios em Psicologia Clínica e Comunitária. Atualmente, coordena e leciona em pós-graduações nas áreas de Fenomenologia, Saúde Mental e Psicoterapia Humanista-Existencial. Além da prática clínica e de grupo, é autor de textos científicos e literários, com publicações e prêmios no Brasil e no exterior

Doutora em Psicologia pela Universidade Federal do Ceará, ela traz em sua trajetória uma profunda dedicação ao cuidado e à escuta do ser humano. Com formação em Psicoterapia Humanista Fenomenológica, ao lado da Dra. Virginia Moreira, Arteterapia (Instituto Aquilae), Dinâmica Energética do Psiquismo (ICDEP) e Focalização pelo The International Focusing Institute, construiu uma prática clínica sensível e integrada.

Atua como psicoterapeuta na Abordagem Centrada na Pessoa, unindo corpo, arte e presença em seu trabalho. Seu foco está no despertar da consciência corporal e na expressão autêntica de experiências, utilizando a arte e a dança como caminhos de transformação e reconexão com a própria essência.

Com uma trajetória profundamente enraizada no cuidado com o ser humano, é Coordenador Certificador em Focalização pelo The International Focusing Institute no Chile e Terapeuta Orientado à Focalização (FOT). Além de sua sólida atuação como professor universitário, é Doutor em Psicologia pela Universidade do Chile.

Sua presença no campo da Focalização é marcada por um compromisso autêntico com o crescimento humano, integrando sua formação acadêmica à sensibilidade clínica e à escuta profunda. Como educador e terapeuta, inspira caminhos de transformação com sabedoria, simplicidade e respeito ao processo único de cada pessoa.

Psicólogo clínico e psicoterapeuta corporal, com formação em psicodrama e atuação como supervisor de TRE®, ele é também cofundador do Instituto Polivagal Brasileiro.

Há mais de uma década, dedica-se à prática clínica com um propósito claro: ajudar cada pessoa a reencontrar o caminho da autonomia, do autocuidado e da autorregulação. Seu trabalho convida ao retorno para si mesmo, promovendo um espaço de escuta profunda, presença e reconexão com os recursos internos de cura e equilíbrio.

Veronica V. Biekarck dedica sua trajetória à integração entre ciência e cuidado, corpo e mente. Graduada em Psicoterapia pela Paris Lodron Universität Salzburg e mestre em Medicina Psicológica e Medicina Complementar pela London Metropolitan University, ela transita com profundidade e sensibilidade entre diferentes saberes.

Cofundadora do Instituto Polivagal Brasileiro, Veronica tem um olhar atento para os caminhos de cura que nascem do encontro entre o corpo e a experiência relacional. Sua paixão pelas interações mente-corpo a levou a mergulhar nas abordagens biopsicossociais contemporâneas, com especial interesse pelos recursos salutogênicos — aqueles que favorecem a saúde e o florescimento humano.

Sua presença convida à escuta, à integração e ao acolhimento do ser em sua totalidade.

René é um dos grandes nomes da Focalização Infantil no mundo. Coordenador e Terapeuta Orientado à Focalização, com atuação internacional, dedica-se há muitos anos ao cuidado sensível e profundo de crianças, adolescentes e suas famílias.

Especializado em Focalização com Crianças, com ênfase no mundo não verbal, René convida pais, professores e terapeutas a se reconectarem com sua própria criança interior — abrindo caminhos de escuta mais empática, criatividade e presença genuína no encontro com os pequenos.

Com formação em Arteterapia, Enfermagem Psiquiátrica e Serviço Social em Grupo, seu trabalho transita com leveza e profundidade entre o universo da escuta corporal e a potência transformadora da expressão criativa.

Em suas formações internacionais, René inspira profissionais do mundo todo a integrarem a Focalização ao cotidiano, promovendo mais flexibilidade, conexão e espontaneidade tanto na vida pessoal quanto no trabalho.

Sua presença é um convite ao reencontro com o essencial: a linguagem silenciosa, sábia e viva que habita em cada corpo — especialmente nos corpos das crianças.

Renomada internacionalmente, Harriët é uma das grandes referências da Focalização Infantil no mundo. Coordenadora de Focalização Infantil e Terapeuta Orientada à Focalização, atua há muitos anos com sensibilidade e profundo respeito junto a crianças, adolescentes e seus pais.

Na Holanda, leciona Focalização Infantil para pais, professores e terapeutas, além de oferecer aulas online para alunos de diferentes países. Também é arteterapeuta, integrando o processo criativo ao toque sutil da escuta corporal, especialmente no cuidado de pessoas com traumas, depressão, autismo, TDAH, alta sensibilidade e desafios no processamento emocional.

Harriët desenvolve um trabalho delicado e transformador com sonhos e pesadelos através da Focalização, ajudando a dar voz ao que, nas experiências internas, ainda não encontrou forma.

Cofundadora e membro do conselho da Fundação Holandesa de Focalização Infantil desde 2006, sua trajetória é marcada pelo compromisso com o cuidado profundo, o acolhimento e o florescimento da experiência vivida — desde os primeiros anos de vida até a vida adulta.

Focusing Trainerin & Certified Focusing Professional pelo Focusing Institute New York e Asociación Española de Focusing Carlos Alemany, é especialista na prática e no ensino de Thinking at the Edge (TAE), um método que convida a pensar a partir da experiência viva — um caminho que une corpo, linguagem e criação.

Educadora com foco em Aprendizagem Intercultural e Aquisição de Segunda Língua, integra diferentes saberes para construir pontes entre culturas, modos de pensar e formas de ser.

É integrante do grupo internacional de pesquisa “Embodied Critical Thinking” (ECT), da Universidade da Islândia, onde investiga como o pensamento pode nascer do corpo, abrindo espaço para novas compreensões e transformações profundas.

Sua presença é um convite à escuta do que ainda não tem forma — mas já pulsa dentro, esperando por palavras para florescer.

Coordenadora e praticante de Focusing internacional pela British Focusing Association, é também instrutora de Focalização pelo The International Focusing Institute em Nova York. Com mestrados em Mediação e Desenvolvimento Comunitário, ela une conhecimento acadêmico e sensibilidade prática para promover a transformação pessoal e coletiva.

Além disso, é instrutora de Comunicação Não-Violenta, trazendo à sua atuação uma escuta empática e um olhar compassivo para os relacionamentos humanos. Sua conexão profunda com a natureza e as tradições ancestrais se revela em sua prática xamânica, com cinco anos de treinamento nas antigas práticas de cura com ervas das tradições Navajo e Celta, realizadas na Irlanda ao lado de Carole Guyett, onde aprendeu o caminho do sábio curandeiro.

Sua formação se estende à fitoterapia clínica pela The Plant Medicine School, na Irlanda, e à prática zen, que a ajuda a cultivar presença, serenidade e sabedoria no dia a dia.

Sua trajetória é uma ponte viva entre ciência, espiritualidade e cura, inspirando pela autenticidade e pela dedicação ao despertar do potencial de cada pessoa.

Natasha Ferraz é apaixonada pelo estudo do trauma e pelas possibilidades de cura que emergem do corpo e da consciência. Formada em Psicotraumatologia e Experiência Somática, teve o privilégio de aprender diretamente com alguns dos maiores nomes da área, como Bessel van der Kolk, Peter Levine e Stephen Porges.

Seu caminho inclui formações internacionais pelo Trauma Research Foundation, pelo National Institute for the Clinical Application of Behavioral Medicine, além da participação no Congresso Mundial de Trauma em Boston. Ao longo dos anos, realizou mais de 40 formações voltadas para terapias e desenvolvimento pessoal.

É idealizadora do Instituto Brasileiro do Trauma, espaço que nasce do desejo de tornar acessível um conhecimento capaz de transformar vidas — um compromisso que ela sintetiza em seu lema:

“O conhecimento sobre o trauma liberta você e o mundo.”

Com coragem, sensibilidade e dedicação, ela segue abrindo caminhos para que mais pessoas possam encontrar alívio, reconexão e potência em suas histórias.

Psicólogo formado pela UNESP (Assis), possui sólida formação internacional em Análise Bioenergética e Biossíntese, além de uma profunda vivência com práticas integrativas e tradições terapêuticas ancestrais.

Com uma escuta sensível e um olhar atento para o corpo e suas expressões, atua como terapeuta, facilitador de grupos e pesquisador. É coautor do livro “Flexibilizando as Couraças Musculares e Manejo Terapêutico do Corpo” e tem artigos publicados em revistas científicas renomadas, sempre buscando integrar saberes que ampliem a compreensão da experiência humana.

Sua trajetória passa por congressos, formações, presídios e asilos — lugares tão diversos quanto humanos — onde leva sua presença, saber e cuidado.

É alguém que caminha com firmeza entre corpo, emoção e espiritualidade, inspirando pela forma autêntica com que se entrega ao encontro terapêutico e à transformação que ele pode gerar.

Médica, psiquiatra e hipnoterapeuta, com mais de 34 anos de experiência clínica dedicados ao cuidado com o ser humano. Seu trabalho une, com sensibilidade e profundidade, saberes da psiquiatria, da hipnose e da Psicologia Positiva, integrando ciência, escuta e transformação.

Pioneira da Hipnoterapia Ericksoniana no Brasil, formou boa parte dos principais professores da área no país. Seus livros tornaram-se best-sellers no Brasil e em Portugal, contribuindo para tornar a hipnoterapia mais acessível e reconhecida. Também é autora de obras sobre Psicologia Positiva, Meditação e Neurociência.

Com formações nos Estados Unidos, especializou-se em Hipnoterapia Ericksoniana e Psicologia Positiva, estudando com grandes nomes da área como Martin Seligman, Barbara Fredrickson, Deepak Chopra, Jon Kabat-Zinn e Daniel Goleman. Desde então, segue aprofundando sua prática com generosidade e paixão.

Sua missão é clara e comovente: curar o sofrimento, cultivar a felicidade e compartilhar tudo o que aprendeu ao longo do caminho

  • Psicoterapeuta, facilitador e palestrante, dedica sua trajetória a acompanhar pessoas em seus processos de transformação interior. É Coordenador de Certificação do The International Focusing Institute (TIFI) e diretor do Focusing México, atuando com paixão na difusão da Focalização em âmbito internacional.

    Seu trabalho é movido pela convicção de que a Focalização oferece um caminho profundo e gentil de reconexão consigo mesmo. Como ele mesmo expressa:

    “Descobri na Focalização uma grande riqueza em minha vida e gosto de ensiná-la porque vejo como as pessoas se surpreendem ao descobrir uma maneira nova e pacífica de ser consigo mesmas. Para muitas, isso as ajuda a valorizar sua intuição e aquele conhecimento corporal que antes não compreendiam. A Focalização é uma fonte de paz, uma forma de superar tensões e guerras internas, um caminho para viver de forma mais plena, criativa e conectada com a própria experiência e com os outros.”

    Seu modo de ensinar e estar com as pessoas inspira pela escuta sensível, pelo respeito ao tempo de cada um e pela confiança no saber silencioso que habita o corpo.

Certifying Coordinator pelo The International Focusing Institute na Argentina, atua com sensibilidade e compromisso na formação de novos profissionais na abordagem da Focalização. É counselor com orientação em Focusing e instrutora experiente, com uma escuta atenta e um olhar profundamente humano.

Preside a Associação Civil Argentina de Focusing (A.C.A.F.) e integra o Conselho de Administração do The International Focusing Institute, contribuindo ativamente para o fortalecimento e a expansão dessa abordagem no mundo.

Sua presença inspira pelo cuidado com os processos de crescimento interior, pela escuta delicada do corpo e pela confiança na sabedoria que habita cada pessoa.

Psicólogo formado pela Universidade Federal do Ceará, é mestre e doutorando em Psicologia pela mesma instituição. Especialista em Fenomenologia, Clínica e Saúde Mental (APFeno), tem construído uma trajetória profundamente comprometida com a escuta, a ética e o cuidado genuíno com o outro.

Dedica-se ao estudo da ética e da epistemologia da Abordagem Centrada na Pessoa, com sensibilidade e rigor. Atua como psicoterapeuta, professor e coordenador da Formação ACP, onde acompanha e inspira novos profissionais em sua caminhada clínica.

É também membro do grupo de pesquisa VIESES (UFC), voltado a investigações e intervenções nos campos da violência, exclusão social e subjetivação — espaços onde sua prática e reflexão encontram potência transformadora.

Com formação inicial em Filosofia pela Faculdade Nossa Senhora Medianeira e graduação em Psicologia pela Universidade Federal de Minas Gerais, construiu ao longo das décadas uma trajetória profundamente comprometida com o encontro entre pensamento e experiência clínica.

É mestre, doutor e pós-doutor em Psicologia pela Université Catholique de Louvain, na Bélgica, onde aprofundou seus estudos em psicoterapia fenomenológico-existencial. Professor aposentado da UFMG e atualmente Professor Titular na Faculdade dos Jesuítas (FAJE), dedica-se ao ensino, à pesquisa e à reflexão crítica sobre os fundamentos antropológicos e filosóficos da prática psicoterapêutica.

Autor de inúmeros artigos em revistas especializadas, também escreveu obras que se tornaram referência no campo da psicologia existencial: “Psicoterapia fenomenológico-existencial: fundamentos filosófico-antropológicos” e “Psicoterapia antropológica: as contribuições de Binswanger e Gendlin”.

Sua presença na formação clínica inspira pela profundidade, clareza e humanidade com que articula saberes, sempre abrindo caminhos para uma psicologia enraizada na escuta, no cuidado e na singularidade de cada existência.

Guilherme Wykrota Tostes é Doutor e Mestre em Psicologia pela PUC Campinas, atua como psicólogo clínico e supervisor desde 2007. Membro do conselho diretor “International Leadership Council” do “The International Focusing Institute” (TIFI – NY-USA) – Exercício 2022-2025. Certifying Coordinator pelo TIFI. Atua como professor em instituições de ensino superior no Brasil. É coordenador de cursos de Pós-Graduação Lato Sensu em  Abordagem Orientada à Focalização; Fenomenologia, Psicopatologia e Saúde Mental, e em Psicoterapia Humanista Fenomenológica Existencial. Diretor do Instituto Sapientia Cordis. Sua experiência inclui a gestão do Departamento de Psicologia Clínica e a coordenação do Núcleo de Ensino e Pesquisa do Hospital Psiquiátrico Espírita André Luiz. Seus principais temas de interesse em pesquisa e docência abrangem psicopatologia fenomenológica, sofrimento emocional, bipolaridade, autolesionismo, fenomenologia, psicologia clínica. Membro fundador e mantenedor da Rede de Atendimentos Psicológicos Sociais.